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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Estrela do Mar… Estrela do Céu…


Mergulhei na noite envolvido numa brisa densa, perdi-me num labirinto de nevoeiro e dei comigo pisando a areia da praia e ouvindo o som do mar, tudo era cego em meu redor, só o som do mar me seguia, vi uma luz fusca no horizonte, intensa como um farol e segui em sua direcção. O mar cantava uma linda música enquanto caminhava. E vindo do universo, da imensidão das estrelas vi uma estrela no céu, seu brilho penetrava na brisa como uma luz de néon que mudava de cor à medida que eu caminhava. Duas luzes e uma música, pelos meus pés entrada húmida e agradável a água do mar deixando seu perfume hipnotizante, e eu caminhava em direcção ao horizonte vendo cada vez mais de perto a forma daquela luz enquanto por cima de mim e estrela de néon continuava brilhando. Meus olhos ficaram aprisionados e meus pés pararam e se enterraram na areia e o mar como que a querer massaja-los passou por eles deixando uma sensação de harmonia e de paz, era uma estrela, uma estrela-do-mar, era uma estrela uma estrela do céu, não me contive em pé e de joelhos me prostrei, as estrelas estavam conversando uma com a outra, elas não deram pela minha presença, num silêncio imenso fiquei, deixando de ouvir a música do mar, ali fiquei ouvindo as duas estrelas, não reconhecia aquele dialecto, fechei meus olhos e num momento único o mar me cobriu me lavou o corpo e o coração deixando nele uma luz translúcida, e como por magia, estava a ouvir as estrelas perfeitamente, percebia tudo o que diziam como a clareza das águas de uma nascente pura, elas falavam sobre o Homem, a estrela do céu falava sobre tudo o que via lá do alto enquanto a estrela-do-mar falava sobre todos os resíduos que lhe chegavam até ao mar. Ali fiquei sem me mover, paralisado pelas luzes sufocantes que formavam um cenário lindo, um arco-íris de mil cores e uma claridade linda transcendente que me rodeava e me fazia flutuar. A estrela do céu dizia: “…o quanto é primitivo o Homem ainda, o quanto ainda ele tem que percorrer, nem os milhões de livros, nem as milhões de teorias, filosofias, sociologias alguma vez o irão ajudar a crescer, sabes estrela-do-mar, recebo milhões de frequências vindas do vosso planeta, esse mundo ainda não acabou porque ainda existem pessoas boas, porque existem ainda pessoas que acreditam num futuro e essas pessoas dão tudo sem nada pedir, mas são tão poucas, porque muitos dão mas estão sempre à espera de algo em troca e por vezes cobram, como são cruéis os Homens mostrando e expondo todo o tipo de violência nos seus noticiários enquanto censuram o amor, o amor que as pessoas podem fazer, digo-te estrela-do-mar, se existisse tanto preconceito para com a guerra como existe para com o amor, então o vosso planeta seria outro, seria um planeta de amor, se o direito à possessão fosse banida da consciência hipócrita dos Homens, que alimenta a ganância, a exploração do homem pelo homem, se fosse banida o quanto amor eles poderiam fazer. Fico triste muito triste estrela-do-mar, por saber que o homem ainda não evoluiu o suficiente, que ainda se encontra na idade da pedra, porque é pedra que ele constrói para depois destruir, com toda a tecnologia, que diz ele ser da idade dos bytes, mas não. Mas sabes estrela-do-mar ainda bem que existem Homens bons que lutam que tem frequências positivas e lindas que acreditam na força do amor, que acreditam em todas as suas formas de expressão tal como uma musica que com sete notas apenas constrói milhões de milhares de musicas, basta apenas deixaram de fora todos os preconceitos que o impedem de amar...” a estrela do céu fez um pausa como se de melodia se trata-se e a estrela-do-mar então disse: “…tens razão estrela do céu, não imaginas a quantidade de lágrimas que recebo, de angustias e medos, recebo demasiadas vezes sangue e corpos inteiros muitos por razões sem razão nenhuma, mas todas elas motivadas pela intervenção da mão humana na grande mãe natureza outras executadas pelas suas próprias mãos, ao meu leito vem ter tudo, mas também recolho lágrimas de amor, de uma amor lindo que leio nelas, vejo o amor que é feito só por alguns nas margens dos rios, um amor para a natureza na natureza sem preconceito numa entrega total sem condicionalismo, mas existe um amor semelhante a este que é praticado da mesma forma, mas esse não se chama amor, chamasse possessão, e esse traz muita dor, traz muita adulteração, traz o quanto o Homem está equivocado, o quanto incerto ele é, a quanto mentira ele lança ao rio e volta a encher-se de mentira, e vejo lágrimas de almas que abandonaram o corpo, sei que não serão condenadas apenas que não tiveram a energia de sobreviver, apenas porque alguém lhes transmitiu o pior dos pecados que é a possessão seria o único caminho, sabes estrela do céu, ele realmente é primitivo é, nem as tecnologias que ele usa o fazem evoluir, o que lamento, em África existem rios de lágrimas e sangue, e muitos locais pelo mundo existem rios de suor da escravidão, e muitos locais existe rios de ódio e em outros riqueza tal que daria para construir um planeta de outro, mas sabes estrela do céu, existem sim Homens bons e enquanto este mundo tiverem Homens desses, enquanto eles em pequenas ou grandes palavras proclamarem o amor ainda haverá esperança…”. Eu não consegui ouvir mais nada, a brisa desapareceu e dei comigo deitado sobre a areia com o mar a massajar-me os pés, tinha acordado, não sei bem ainda, só sei que meus olhos viam com mais clareza e meu coração batia de forma diferente… era uma simples história de duas estrelas… e eu disse ao meu conto de fadas no pais das maravilhas que hoje iria fazer algo de bom… obrigado A…..

 

Simon & Garfunkel ...

Olá escuridão minha velha amiga

venho para falar contigo novamente

por causa de uma visão macia e aduladora

foi germinada enquanto eu dormia

e a visão surgiu do meu cérebro.

 

Continuam as recordações

à distância o som do silêncio.

 

Nos inquietos sonhos eu caminhava sozinho

nas apertadas estradas de Cobblestone

debaixo de uma auréola de uma lâmpada de rua

eu virei o meu colarinho contra o frio e a humidade

quando os meus olhos foram injuriados pelo

flash de uma luz de néon

aquilo fendeu a noite.

 

E tocaste o som do silêncio

e numa pura luz vi

dez mil pessoas talvez mais

pessoas conversando se falar

pessoas ouvindo sem escutar

pessoas escrevendo canções, nunca as repartiam

e ninguém ousava

perturba o som do silêncio.

 

“Insensatos”, disse eu, “vocês não sabem que o silêncio

é como um cancro que se desenvolve”

oiçam as minhas palavras que eu posso ensinar-vos

a pegarem nas minhas armas que eu posso dar-vos poder

mas as palavras silenciosas choviam sentidas

e ecoavam o som do silêncio

 

E as pessoas curvavam-se e oraram

ao Deus de néon que cultuavam

e as letras

brilhavam com a verdade

nas palavras sobre a cidade

e o anúncio dizia: “As palavras dos profetas estão escritas

nas paredes do metro e nos muros das selvas de pedra

e sussurradas nos sons do silêncio.”
Sinto-me: Estrela em Silêncio
Música: Simon and Garfunkel – The Sounds Of Silence
Por Pulse às 15:05
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