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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

A minha viagem de Autocarro…


A espera era grande e meu olhar lançava-se até fundo da rua em busca do meu transporte para um olhar amigo, parou mesmo à minha frente e uma porta se abriu, olhei o motorista, piquei o bilhete e percorri alguns metros, vigiado por olhares indiscretos que me vasculhavam de alto a baixo, numa cadeira solitária me sentei, conversas escutava de vidas alheias e conversas banais, condenações, apreciações, invejas e maldizeres, julgamentos populares e execuções sumárias. Meu olhar vasculhava naqueles olhares um espelho onde se pudesses ver, mas existia apenas o espelho auxiliar do motorista, vasculhava um olhar amigo, amistoso e receptivo, mas nada, apenas olhares frios e distantes que a vida se encarregou de marcar, outros por preconceitos, complexos e costumes, uns mais observadores procuravam presas fáceis, e outros ainda frios de orgulho e tapados pela arrogância. De quem poderia ser eu amigo, de ninguém, ninguém quer ser amigo só por olhar. Uma cegueira enorme invadiu esses olhares que não conseguem ver para além de outro olhar. Quero ser teu amigo apenas, dizia eu a alguém, sem resposta fiquei, só amigo apenas, não quero nada teu, nada mesmo, nada de dinheiro, nada de material, nada de drogas, nada de emprestado, nem te roubar, nenhum desabafo teu, não quero tuas lágrimas muito menos teu coração, nem sexo nem tão pouco te tocar, nada mesmo, quero apenas olhar para os teus olhos e ser teu amigo, quero apenas assentar-me na areia da praia e olhar as estrelas numa noite estrelada e escutar as ondas do mar, ouvir-te atentamente. chata ou não, pouco me importa, nada é chato quando se quer um amigo. O autocarro continuava sua viagem, parava e arrancava, umas pessoas saiam outras entravam, eram só olhares que percorriam os seres, desconfiados, distantes, frios, reservados, alguns tímidos com alguma luz, outros com medo. Não te quero magoar, apenas ser teu amigo, quem pensas que eu sou, sabes o que é ser amigo, provavelmente não, não existe nenhuma universidade de amizade nem de honestidade, um dia pagarão bem a quem tiver isso num curriculum, te digo que vai ser verdade. Sai do autocarro e a minha viagem terminou…
Sinto-me: Passageiro
Por Pulse às 22:43
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