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Hoje termina o mês em que dediquei parte ao primeiro aniversário do meu Blog, termino também com a ultima musica do álbum “The Dark Side Of The Moon” dos Pink Floyd, Eclipse “Eclipse”, muito haveria a dizer sobre esta ultima musica, não só a letra como a musica, afinal tudo um dia será eclipsado, tudo o que nos rodeia, tudo o que somos, tudo…, é uma musica linda, pequena em notas e em palavras mas muito rica em todo os aspectos, a musica em particular e a arte em geral são das poucas coisas que ainda conseguem ultrapassar fronteiras, preconceitos, culturas e complexos, é capaz de reunir nela todo um universo infindável de sentimentos, emoções e sonhos.
Começa com uma frase de sintetizador, ornamentada por ecos de guitarra e coros, precede o arrebatamento final de “Eclipse”. Tornam-se a encontrar nesta envolvente conclusão obsidiante, as palavras e ideias anteriormente enunciadas: “All you touch/All you see” (“Breathe”), “All you buy, beg, borrow or steal” (“Money”), abaladas por uma sentença final tremendamente fatalista – “All that is now/All that is gone/All that’s to come/And everything under the sun is in tune/But the sun is eclipsed by the moon.” Espero que gostem, vamos ouvir…
"Eclipse"
Tudo o que toques
Tudo o que vejas
Tudo o que proves
Tudo o que sentes
Tudo o que ames
Tudo o que odeies
Tudo o que desconfies
Tudo o que salves
Tudo o que dês
Tudo o que negocies
Tudo o que compres
Peças, emprestes ou roubes
Tudo o que cries
Tudo o que destruas
Tudo o que faças
Tudo o que digas
Tudo o que comas
Com quem quer que te encontres
Tudo o que desprezes
Com quem quer que lutes
Tudo o que é agora
Tudo o que é passado
Tudo o que está para vir
E tudo debaixo do sol está em consonância
Mas o sol é eclipsado pela lua.
"Realmente não existe uma face
oculta da lua. De facto é tudo escuro."
Hoje dou por terminado o último dos três vídeos/musicas dedicada ao álbum dos Marillion “Brave” (Corajosa), embora só tenha passado três músicas não deixei de comentar as restantes, é um álbum, e torno a reforçar, absolutamente fantástico, neste post apresento as ultimas três músicas de “Brave” são dignas de constar em qualquer colectânea dos Marillion: um dos temas tem o nome de “Brave”, que dá o título ao álbum, é belíssima, carregada de emoção, com um instrumental hiper afinado e para variar, um Hogarth extremamente inspirado. Mais uma canção que começa calma e vai crescendo, crescendo e crescendo, ficando extremamente apaixonante, assim como a clássica “The Great Escape” (A Grande Fuga). Essa dispensa comentários, só ouvindo mesmo para saber. Música absolutamente mágica. Para terminar, temos “Made Again” (Refeita de Novo). Uma música acústica, muito bem-feita e com um clima mais calmo, que fecha o álbum de maneira calma, tranquila, absolutamente cristalina.
Este vídeo pertence à música: “The Great Escape” (A Grande Fuga), embora sem comentários, porque novamente as imagens valem mais que as palavras, não posso de deixar de dizer novamente a quem poder ouvir o álbum todo oiça, sem duvida uma obra-prima, neste álbum as musicas se entrelaçam umas nas outras, e para quem conhece bem o álbum sabe que todas elas isoladas não dão a ideia da grandeza do álbum, são mais do que um conjunto de musicas são um hino, não o considero um álbum triste, é um álbum cheio de esperança, onde cada nota, cada palavra e cada minuto de musica nos leva a um mundo que por vezes temos tendência a esquecer ou simplesmente não o notamos devido à nossa vida desenfreada, este álbum tem tanto de belo como de melancólico, tem tanto de angustiante como de verdade, tem alma, é um chamamento ao amor, ao amor do reconhecimento do outro como pessoa que precisa de nós, à reconciliação connosco próprios, uma reflexão seria à vida que se desenrola à nossa volta, foi realmente preciso coragem produzir realizar e compor todo este álbum maravilhoso, os Marillion tiveram essa coragem, “Brave” está disponível também em filme, pouco divulgado com pena minha. No decorrer deste primeiro ano do meu blog tive a oportunidade de dar a conhecer outro fantástico trabalho dos Marillion chamado: “This Strange Engine” (Esta estranha Máquina), que também recomendo, bem já escrevi demais, espero que gostem e oiçam boa música…
Esta é penúltima faixa do álbum dos Pink Floyd “The Dark Side Of The Moon”, “Brain Damage” (Lesão Cerebral), retrata a rotura e a fuga à realidade, leva-nos à insanidade por assim dizer, ao isolamento, um retrato bem real dos nossos dias, neste tema está patente a influencia e ainda a principal fonte de inspiração no espectro de seu ex-guitarrista e fundador da banda, Syd Barret que havia sido afastado por problemas psicológicos causados pelo uso maciço de drogas. Com efeito, ”, “Brain Damage”, composição de Roger Waters é uma homenagem a Syd Barret, é uma extraordinária reconstituição do seu universo artístico, que se presta, e não por acaso, à descrição da sua alienação. É uma evocação musical atormentada, este ”, “Brain Damage”, pontuada de gargalhadas e de refrões majestosos, onde os coros femininos tendem a elevar sem fim a evocação deste lunático que os Pink Floyd esperam encontrar um dia «na face oculta da lua»! Espero que gostem, vamos ouvir…
“Brain Damage”
O lunático está sobre a relva
Recordando jogos, Grinaldas de margaridas e risos
Que matem os loucos no caminho
O lunático está no vestíbulo
O lunático está no vestíbulo
O jornal tem as suas faces dobradas para o chão
E todos os dias o rapaz dos jornais trás mais
E se a barragem rebentar demasiado cedo
E se não houver lugar lá em cima na colina
E se a tua cabeça explode com sombrios pressentimentos
Encontra-te-ei na face oculta da lua
O lunático está na minha cabeça
O lunático está na minha cabeça
Levantas a lâmina, efectuas uma mudança
Refazes-te até que eu fique bom
Fechas a porta à chave
E deitas a chave fora
Há alguém na minha cabeça mas não sou eu
E se a nuvem explode, um trovão nos meus ouvidos
Gritas e ninguém parece ouvir-te
E se a banda em que estás começar a tocar tons diferentes
Eu te verei na face oculta da lua
“Não consigo pensar em nada para dizer excepto...
Penso que é maravilhoso! Ha Ha Ha!”
Segue-se hoje mais um tema do álbum dos Pink Floyd “Dark Side Of The Moon” com o nome “Any Colour You Like” (Qualquer cor que gostes), um tema inteiramente instrumental, onde cada nota arrancada num furioso improviso dominado por dois solos cruzados de guitarra de David Gilmour, nos remetem para os primeiros tempos do grupo, a era psicadélica, onde a imagem de Syd Barret é bem patente. Esta viagem no tempo serve de introdução às duas últimas faixas “Brain Damage” e “Eclipse”, onde cada nota e cada palavra nos envolvem nas ideias, emoções e pensamentos de todas as faixas anteriores. Espero que gostem…
Qualquer cor que gostes
"Any Colour You Like"
Neste segundo clip, de três, vamos ouviar mais uma extraordinária música do álbum dos Marillion “Alone Again in the Lap Of Luxury” (Outra vez sozinha no seio da abundância), no álbum seguinda de “Paper Lies” (Papel de Mentiras) são canções mais agitadas, mais roqueiras como “Hard As Love”, e também mais comerciais, porém muito poderosas e com grande destaque para o arranjo da banda. Ian Mosley e Pete Trewavas mandam muito bem, além, obviamente, dos grandes solos de Rothery. As imagens mais uma vez centradas nessa personagem da jovem “Brave” (Corajosa), vejam, mais do que as palavras as imagens, espero que gostem…
“Alone Again in the Lap Of Luxury” (Outra vez sozinha no seio da abundância)
"Us And Them"
Nós e eles
E apesar de tudo apenas somos homens vulgares
Eu e tu
Só Deus sabe que não é o que escolheríamos fazer
Em seguida ele chorou pela calada
E a linha da frente morreu
E o general sentou-se, enquanto as linhas
No mapa se moviam de um lado para o outro
Preto e Azul
E quem sabe o que é o quê e quem é quem
Acima e abaixo
E no fim apenas é redondo e redondo e redondo
Ainda não ouviste é apenas uma batalha de palavras
E portador do cartaz chorou
Ouve filho, disse o homem com a arma
Há espaço para ti no interior
Em baixo e de fora
Não pode ser ajudado mas há muito disso por ai
Com, sem
E quem negará que as discussões apenas são isto
Sai da frente, é um dia agitado
E eu tento ideias em mente
Pela quantia do preço do chá e uma fatia
O velho homem morreu.
Castelo de Leiria
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