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Mais um dia que acabou, mais um carnaval que acabou, falta-me as palavras, porque serão tão vazias, rico é o poeta que diz tudo sem dizer nada em tão poucas palavras, sim, como dizia Florbela Espanca “Ser Poeta é Ser Mais Alto...” nós somos pequenos, tão pequeninos, esperamos o inesperado, e contemplamos o grandeza do universo e esquecemos a nossa pequenez, toda ela perante a vastidão do espaço e do tempo, lembro-me por vezes de um filme, nada especial, apenas de entretimento, “Perdidos no Espaço”, é assim que nos encontramos, nesta grande nave espacial, a qual destruímos um pouco todos os dias, e mais uns anos e bumm, nada, que irão dizer as próximas gerações de nós, afinal será que nos preocupamos assim!!, não tenho a certeza, andamos nos nossos belos carros, fumamos os nossos grandes charutos, desperdiçamos alimentos, não racionalizamos os recursos que hoje temos, nem pensamos um pouco, ou pensamos muito pouco, entrámos num processo sem retorno, e estou a ser muito realista, de tudo quando tenho visto, ouvido e lido, caros concidadãos a nossa geração será uma sortuda, é a próxima já não o será, mas eu tenho esperança, tenho fé e tento no meu dia a dia fazer o melhor, se me perguntar se poderia fazer mais, acho que sim poderia, mas por mais pouco que seja já é muito bom, o que de facto me preocupa é essas birras internacionais, principalmente entre árabes e norte americanos, ou entre diferente civilizações, a proliferação de armas, principalmente as nucleares, os países em vias de desenvolvimento que para isso terão que poluir e poluir e por ai fora, enfim o chamado livre comercio internacional, que com ele a trás vem a exploração do homem pelo homem a escravidão do nosso século, não me venham dizer que não existe, até me ria, ou melhor chorava, ela existe, mais sofisticada, mais oculta, e às vezes debaixo dos nossos narizes, e não seremos nós também escravos??, pois é queixamo-nos, queixamo-nos, tadinhos que somos, mas existem pelo mundo fora gente bem pior que nós, podem ter a certeza, mas dizemos: com o mal dos outros podemos nós..., pois é, será mesmo!?... fico por aqui...
È Carnaval, e vem-nos à memória aquele velho ditado: “No Carnaval nada parece mal”, é realmente velho, desde pequeno que me lembro dele, mas ai está ele mais uma vez, faz parte do relógio universal não pára, dá a volta como os ponteiros e toca de novo, parece que um ano é como um relógio gigante, e na verdade é, tudo se repete, sejam rituais, tradições ou datas comemorativas de algo, tudo se repete, o tempo é a única coisa imutável, assim como o espaço também, um e outro lado a lado dominam a nossa existência e encaminham nossos destinos, se é que acreditamos em destino.
Carnaval, sinonimo de alegria de festas pagãs, de mascaras e disfarces, deixamos as nossas máscaras do dia a dia na gaveta, e por três dias nos despimos de preconceitos, e aqueles que só assistem, disfarçam seus olhares, e mostram suas máscaras escondidas em si, verdade ou mentira, sejam maus ou bons, que interessa, é Carnaval, nestes dias somos todos iguais né verdade, claro, podemos dizer mal, dizer umas asneiras, encher os olhos a barriga e também o corpo de tudo quanto nos apeteça, e porque não, desde que seja alegria, tirando os exageros que por vezes são fatais o resto é sempre festa, quando ao resto do ano não tenham duvida, e ai sim andamos bem mascarados…
Perdido fiquei na mais longa noite,
desfaziam-se as memorias em água cristalina,
procurei no passado uma suave vacina,
e no dia procurei o fim da noite.
È na noite que se confessam as mentiras do dia,
descarregam-se sentidos pouco sentidos,
revela-se uma vida sem sentido, sentindo,
o velho hábito de fuga para o lado de lá.
Perdido fiquei no mais longo dia,
lembranças e retratos queimados,
amores e sentimentos deformados,
tudo era um muro, simples magia.
E a noite se desfaz em escuridão,
é esconderijo, é fuga, é desespero,
procura-se em vão, uma razão,
para o despertar do dia em clarão.
Procuro em mim algo, palavras, sabem como é, quando sentimos que abandonamos algo, é como a frase da imagem do meu poste anterior, um “sim” ou um “não”, quem diria, muda muito sem duvida, nem se quer existe um “talvez” ou um “assim-assim”, não existe meios, talvez se eles não existissem tudo seria diferente, só “sins” e “nãos”, mas não os podemos confundir com extremos, quanto a mim não são extremos, extremo é algo imutável, e “sim” e o “não” não o são porque a qualquer altura podemos mudá-los, modificar, pensar de outra forma, crescermos, provavelmente alguns de nós e alguém, ai sim será extremista, mas não um “sim” ou um “não”, e mais ainda se não nos comprometemos com esses “sins” ou “nãos”, então ai andamos nos meios dos “talvez” e ai sim nos perdemos ou não sabemos o que queremos, mas eu por lá ando às vezes, não sou perfeito, mas pelo menos tento que pelo menos os meus “sins” e “nãos” sejam coerentes, eles definem em muito o nosso carácter a nossa sinceridade o nosso compromisso e por conseguinte a nossa responsabilidade perante essa decisão que por vezes muda tudo nas nossas vidas e em mim muda muito. Vou-me deixar de filosofias baratas, afinal o referendo foi só responder um sim e um não, eu gostaria muito que fosse assim para outras questões e que fossem muito mais os referendos, aposto que se começasse a tocar em questões de âmbito social e não pessoal como este foi, diria que a abstenção seria de 10%, apostaria, as questões seriam muitas com certeza, mas como um referendo custa muito dinheiro, bem podem esperar pela demora, talvez a verdadeira democracia estaria e estará no referendo, a minha resposta é sim, afinal de contas a democracia é feita do povo para o povo, lá dizia o velho filosofo, e o referendo meus caros seria uma forma de crescermos como sociedade mesmo que algumas resposta a determinadas questões dessem para o torto porque logo de seguida teria que haver uma outra questão a tornar a balançar o mau resultado da primeira. etc., etc. mas não me venham, ai e tal sou jovem não penso, vamos lá ver uma coisa, primeiro tem que se experimentar tem que se partir para o campo, agora também não me venham pedir para legislar sobre referendo, não ganho para isso, ou seja é uma ideia apenas, bem hoje já disse asneiras a mais. E não se esqueçam amanhã é dia dos namorados, nada de flores, nem postais, nem rosas, nem nada dessas coisas, nada disso, vão para o concreto, é isso mesmo, quais talvez, nada disso, ou sim ou não, do que é que vale dares flores, postais ou dar baile se depois de casarem acabarem, pois é assim o concreto se oferecerem o concreto é para sempre e o concreto somos nós cada um nós dar o melhor de si, ser um sim ou um não, não um talvez, e esse sim é amar, amar com toda a liberdade possível dentro da grande responsabilidade, mas nada de conservador, sejam progressistas, amem com tudo o que lhes vierem à cabeça e se o outro não quiser sejam sinceros, e digam sim ou não, e dispam-se de tudo de preconceitos e ponham um pouco de picante ou muito se quiserem e até podem colocar uma coisa qualquer sem pudor, desde que se amem “porque não?”, ou sim ou não, até breve…
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